Daiany RedivoBiomédica esteta

Você acabou de entrar em um espaço seguro. Aqui, sua intimidade é tratada com carinho e seriedade.

A matéria começa abaixo

Autoestima · Cuidado pessoal

Não existe
um normal

Dra. Daiany Redivo, biomédica esteta, no consultório em Indaial (SC)
Dra. Daiany Redivo — Indaial, SC

Quase toda mulher que toca nesse assunto começa pedindo desculpa. Esta matéria existe para tirar esse peso do caminho — antes de qualquer conversa sobre procedimento.

Por Daiany Redivo · CRBM 1200 Doutora em Farmacologia, UFPR
IA primeira pergunta

“Será que eu sou normal?”

Essa é a primeira frase de quase toda conversa sobre estética íntima — e a resposta honesta é que a pergunta parte de uma premissa falsa: não existe um normal. A variação anatômica dessa região entre mulheres saudáveis é enorme: em tamanho, em formato, em cor, em assimetria. Não é uma faixa estreita com desvios. É um espectro largo, e você está dentro dele.

O que estreitou a percepção foi outra coisa: imagens. Pornografia, fotos editadas, depilação total tornando visível o que antes não era. Uma geração inteira passou a comparar o próprio corpo com um recorte muito pequeno e muito artificial de referências. A sensação de estar fora do padrão cresceu; a anatomia continuou a mesma.

IIA segunda pergunta

“Deixa pra lá, isso não é importante.”

É, sim. E vale separar duas coisas que costumam ser confundidas. Um incômodo com o próprio corpo não precisa de justificativa médica para ser legítimo: se algo te ocupa a cabeça, te faz evitar situações ou te deixa menos à vontade, isso já é motivo suficiente para conversar a respeito. Autoestima não é vaidade.

Ao mesmo tempo — e essa é a outra metade da frase — conversar não obriga a intervir. Uma parte grande das mulheres que chegam ao consultório com essa dúvida sai de lá sem indicação de procedimento nenhum, e com a informação que estava faltando. Isso também é um bom desfecho. Talvez seja o melhor deles.

Cuidar de si não exige um diagnóstico de que algo está errado.

Dra. Daiany Redivo
IIIO que ninguém conta

“Mudou depois do parto, e eu não falei com ninguém.”

Esse é o relato mais frequente, e o mais silenciado. O corpo muda em momentos concretos da vida, e essas mudanças têm nome:

  • Gestação e parto alterações de firmeza dos tecidos e, em alguns casos, cicatriz de episiotomia ou de outras lesões que deixaram marca.
  • Variação de peso mudança de volume e de sustentação da pele da região.
  • Mudanças hormonais incluindo o climatério e a menopausa, que alteram espessura, hidratação e elasticidade dos tecidos.
  • Atrito e depilação ao longo dos anos, associados a escurecimento da pele que muitas mulheres estranham sem saber de onde veio.

Nomear o que aconteceu já muda a experiência. Boa parte do desconforto não vem da alteração em si — vem de anos achando que era a única, porque ninguém fala sobre isso em voz alta.

IVE então

“Eu tenho vergonha de começar essa conversa.”

Então vamos tirar a vergonha do caminho, na prática.

  • Pergunte antes você pode tirar dúvidas por mensagem antes de marcar qualquer coisa. Muita gente prefere assim, e está tudo bem.
  • Atendimento reservado individual, em consultório fechado, com horário marcado.
  • A conversa vem primeiro a consulta começa por histórico de saúde. O exame só acontece depois que você entendeu o que será avaliado e concordou — e você pode dizer não a qualquer momento.
  • Nenhuma imagem é registrada sem sua autorização expressa e por escrito. Não publico imagens de pacientes, desta ou de qualquer outra área.
  • Sem compromisso você pode vir só para entender.
Onde a estética termina

Isto aqui não é questão estética

Dor, ardor, coceira persistente, corrimento, lesões, incontinência urinária e dor na relação são queixas clínicas. Elas chegam com frequência embaladas como preocupação estética, porque foi assim que a mulher encontrou coragem de mencionar.

Quando aparecem, o caminho é avaliação ginecológica, e o encaminhamento é feito na hora. Nenhum procedimento estético entra na frente de uma investigação de saúde.

O que pode ser tratado

As três queixas estéticas mais frequentes são flacidez da pele da região, alteração de pigmentação e cicatrizes, especialmente as do parto. A conduta para cada uma varia conforme o exame, e só é definida na avaliação — nunca antes, e nunca por telefone.

Gestação, amamentação, infecção ativa na região e algumas condições de saúde adiam ou contraindicam procedimentos aqui, exatamente como em qualquer outra área do consultório. O critério é o mesmo.

Quem assina

Daiany Redivo é biomédica esteta inscrita no CRBM sob o número 1200 e doutora em Farmacologia pela UFPR, com título concluído em 2019. Atende em consultório próprio em Indaial e recebe pacientes de Blumenau, Timbó, Rodeio, Pomerode e Gaspar.

“Escrevi esta página porque a pergunta chega quase sempre pedindo desculpa — e ela não precisa. Se depois de ler você ainda tiver dúvida, pergunte. Perguntar é de graça, e não compromete você com nada.”

Perguntar não compromete você com nada.

Dá para tirar as dúvidas por mensagem antes de decidir se quer vir ao consultório.